Tenho andado tão ocupado nos últimos dias. A verdade é que mal tenho tido tipo tempo de me sentar a meditar. Não que isso seja necessário. Pergunto-me se será realmente necessário sentarmo-nos a meditar todos os dias se durante o dia tivermos momentos em que nos sentimos verdadeiramente presentes.
Eu comecei a fazer meditação graças ao Reiki. Foi por aí que tudo começou, um curso de Reiki, depois comecei a meditar sem saber bem como o fazer, depois descobri que aquela que hoje acho a maneira mais correcta de o fazer foi da forma que fiz da primeira vez – quando ainda não tinha informação quase nenhuma sobre esta “disciplina” do espiritual.
É raro fazer Reiki hoje em dia, já houve algumas alturas em que pensei que o Reiki era simplesmente daquelas coisas que os “Gurus” falam como sendo uma “distracção” no caminho, que não leva realmente a lado nenhum.
No entanto, desde que enveredei pelo caminho da meditação desta forma mais “séria” – não sendo esta, definitivamente, a palavra correcta – cada vez que faço Reiki sinto algo especial, como se fosse uma ajuda, uma mão amiga, um apoio talvez, algo muito confortavel, como o estar ao lado de uma lareira no Inverno, quase a dormir.
Ontem ao meditar sentado propagou-se algo dentro de mim que tinha começado como um pequeno sinal quando fiz Reiki há poucos dias atrás. Senti como se tivesse acabado de descobrir o porquê de existir, de estar vivo hoje. E embora isso pareça tão fenomenal, é de facto algo realmente simples. O que interessa não é meditar como palavra, estar no PRESENTE, nem nada do género. Quer dizer, é isso, mas sem ser OBRIGATORIAMENTE isso!
O que interessa realmente é estar no presente mas não por estar no presente, e fazer disso uma coisa sem cor ou sem sabor. A única coisa que interessa realmente é aproveitarmos a vida! Estarmos presentes em cada momento e abertos para as bençãos que vem na nossa direcção. As bençãos aqui não são algo necessariamente *positivo*. Benção é todo o tipo de experiência que temos. Toda a experiência é uma benção porque é um sinal que estamos vivos! É tão bom! Não estou a dizer que não razões para ficarmos tristes e preocupados, isso faz parte da condição humana. Mas se nos conseguirmos afastar e olhar para os acontecimentos como algo natural, olhando para eles pelo que realmente são: uma dádiva – conseguimos aceitar naturalmente tudo o que percebemos como bom ou mau
Com amor,
J.