Aaaaaaaah!

Hoje percebi uma coisa! Os pensamentos não surgem e desaparecem no silêncio. Eles SÃO silêncio!!! Os pensamentos têm a mesma matéria da presença! Logo não faz sentido zangarmo-nos ou mandarmos os pensamentos embora pois eles fazem parte de nós! Eles não podem ir a lado nenhum! E mesmo que pudessem era como estarmos a bater em nós próprios! Daí ser verdade que se tivermos sentimentos negativos por outra coisa/pessoa então esses sentimentos negativos ficam em nós a dar força ao ego! E só isso que os sentimentos negativos são. Mas ao amarmos de forma presente o que rodeia estamos a amar-nos a nós próprios! :D

E já fui dar de comer ao meu peixinho que chegou cá a casa ontem sentindo-me de forma completamente diferente :)


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Quatro da manhã, hey!

Durante o dia de ontem percebi algumas coisas em relação à condição humana e mais particularmente em relação ao que se tem passado no meu grupo de amigos. Não vou chamar-lhes *insights* porque essa palavra tem uma carga que pesa muito no meu ego e no fundo é desnecessário.

Acontece que nos últimos dias tenho andado a bater com a cabeça nas paredes para tentar perceber o que deveria fazer para remediar a situação, de que “lado da barricada” deveria ficar e com medo do que o outro lado poderia dizer ou da forma que poderia reagir.

Percebi mais tarde que não há nada que posso fazer senão ter compaixão. Simplesmente. Devo olhar para esta situação e para os principais causadores da situação como uma aprendizagem e não como uma situação a resolver pois esta deve-se resolver por ela própria. Só me vinha à cabeça a frase: “se uma bola de fogo vier na tua direcção tu não te pões no caminho dela com os braços estendidos à espera que ela pare, porque ela não vai parar”.

Para além disso vieram-me várias coisas à cabeça. Acho que percebi porque dizem que não é um “interior e um “exterior” da perspectiva do humana. O corpo faz claramente parte do exterior e a mente também pois é fruto da actividade cerebral.

Tantas coisas a descobrir :)


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Transformação

A pouco e pouco começo a notar diferenças na forma como medito. À medida que estou mais e mais presente com o silêncio dentro de mim mais rica acho a meditação. Ao contrário do que acontecia antes – olhar para os pensamentos como algo que ia passar, como se de carros se tratassem – olho para eles com algum afecto e trago-os para junto deste silêncio.

Com amor,
J.


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Levados pelo rio

Os últimos dias têm sido muito complicados para mim, do ponto de vista do ego claro – what else? O meu grupo de amigos que há tanto tempo tento unir está a colapsar. Não sei se será algo realmente definitivo ou temporário. O que mais me custa é o facto de eu me dar bem com ambas as partes do grupo e não querer perder nenhuma.

Isto pode ser tudo uma confusão temporária, talvez daqui a umas semanas ou mesmo alguns dias já esteja tudo com vontade de falar uns com os outros, mas, por enquanto não vejo isso a acontecer.

Porque será que isto me afecta tanto? Tenho que compreender que o grupo já está para se quebrar há anos talvez, no entanto mantivemo-nos estáticos, sempre as mesmas pessoas, até há bem pouco tempo que foi quando tudo começou.

Que significa isto? Qual é a coisa certa a fazer?

Acabei de ter um insight…. lol… Tenho que deixar o rio correr e observá-lo a levar os detritos. Se não me surgir a mim ou a ao resto do grupo uma palavra de união então é porque as coisas estão a correr na direcção certa.


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Tudo é uma benção

Tenho andado tão ocupado nos últimos dias. A verdade é que mal tenho tido tipo tempo de me sentar a meditar. Não que isso seja necessário. Pergunto-me se será realmente necessário sentarmo-nos a meditar todos os dias se durante o dia tivermos momentos em que nos sentimos verdadeiramente presentes.

Eu comecei a fazer meditação graças ao Reiki. Foi por aí que tudo começou, um curso de Reiki, depois comecei a meditar sem saber bem como o fazer, depois descobri que aquela que hoje acho a maneira mais correcta de o fazer foi da forma que fiz da primeira vez – quando ainda não tinha informação quase nenhuma sobre esta “disciplina” do espiritual.

É raro fazer Reiki hoje em dia, já houve algumas alturas em que pensei que o Reiki era simplesmente daquelas coisas que os “Gurus” falam como sendo uma “distracção” no caminho, que não leva realmente a lado nenhum.

No entanto, desde que enveredei pelo caminho da meditação desta forma mais “séria” – não sendo esta, definitivamente, a palavra correcta – cada vez que faço Reiki sinto algo especial, como se fosse uma ajuda, uma mão amiga, um apoio talvez, algo muito confortavel, como o estar ao lado de uma lareira no Inverno, quase a dormir.

Ontem ao meditar sentado propagou-se algo dentro de mim que tinha começado como um pequeno sinal quando fiz Reiki há poucos dias atrás. Senti como se tivesse acabado de descobrir o porquê de existir, de estar vivo hoje. E embora isso pareça tão fenomenal, é de facto algo realmente simples. O que interessa não é meditar como palavra, estar no PRESENTE, nem nada do género. Quer dizer, é isso, mas sem ser OBRIGATORIAMENTE isso!

O que interessa realmente é estar no presente mas não por estar no presente, e fazer disso uma coisa sem cor ou sem sabor. A única coisa que interessa realmente é aproveitarmos a vida! Estarmos presentes em cada momento e abertos para as bençãos que vem na nossa direcção. As bençãos aqui não são algo necessariamente *positivo*. Benção é todo o tipo de experiência que temos. Toda a experiência é uma benção porque é um sinal que estamos vivos! É tão bom! Não estou a dizer que não razões para ficarmos tristes e preocupados, isso faz parte da condição humana. Mas se nos conseguirmos afastar e olhar para os acontecimentos como algo natural, olhando para eles pelo que realmente são: uma dádiva – conseguimos aceitar naturalmente tudo o que percebemos como bom ou mau :)

Com amor,
J.


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A contemplação da viagem

Boa noite!

Hoje fiz uma grande viagem de autocarro. Costumo fazer estas viagens com alguma frequência. Aproximadamente uma vez por mês mais ou menos. Nestas viagens de oito horas aproveito para contemplar o que se passa em mim – pensamentos e emoções – e também como me sinto em relação ao que se passa no exterior e a influência que o exterior tem em mim.

Como devem calcular, é quase impossivel estar oito horas em contemplação. Chega a um ponto em que o ego parece revoltar-se e manda dores de cabeça, um turbilhão de emoções confusas praticamente impossiveis de distinguir umas das outras. Uma grande massa de emoções.

No entanto, esta é das melhores oportunidades para contemplar. Se soubermos que nós não somos aquela massa de emoções mas que elas estão apenas a passar por nós não as deixaremos controlar a nossa vida (o que ainda me acontece algumas vezes). Se contemplarmos esta energia, quer seja confusão, raiva, qualquer coisa… a atenção e a desidentificação vão absorvê-la de uma forma incrível.

Escrevo isto para me lembrar que é isso que devo fazer :)

Com amor,
J.


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No conforto do silêncio

Nada como um “Olá” para começar um blog da melhor forma.

Este é o primeiro post de um blog que não aspira a nada de especial. O ser especial está nos olhos de quê vê e no coração de quem sente.

Aqui vai ser descrita a minha experiência do dia-a-dia, vivido a meditar. Espero que com este blog consiga ajudar quem está a começar este processo interminável a ter algumas luzes, fazendo isso do meu ponto de vista tendo em conta as dificuldades que passei.

Não sei se dificuldades será a palavra certa pois a dificuldade é apenas um conceito, não existe de facto. A sério. Não existe mesmo.

O tempo dirá se o blog é para continuar ou não, se foi apenas uma manifestação da mente. Espero que não pois eu gosto de escrever :) embora ache que não tenho muito jeito para isso.

Ao partilhar as minhas experiências espero poder ouvir também as vossas, caso alguém aqui chegue e as queira partilhar. Neste momento estou contemplar. A contemplação vai e vem. O que acontece quando apago uma linha que acabei de escrever? Porque é que essa linha foi apagada?

Sem complicações, sem pensamento, sem esforço. Estar presente e entregue ao que estiver para vir.

Com amor,
J.


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